O momento delicado do Grêmio no Campeonato Brasileiro aumentou a pressão sobre o elenco. Após o pronunciamento de Renato Portaluppi, os líderes do grupo, Marlon e Carlos Vinícius, concederam entrevista coletiva na zona mista da Arena, nesta sexta-feira, e reconheceram a importância de reagir nas últimas rodadas da competição.
O lateral-esquerdo foi direto ao falar sobre a luta contra o rebaixamento. Marlon admitiu que o Tricolor está em uma situação complicada e destacou que os próprios jogadores precisam assumir a responsabilidade para tirar o clube da zona de perigo.
A equipe tem sete partidas pela frente e, segundo o defensor, não existe alternativa além de buscar os resultados necessários para permanecer na Série A.
Marlon reconhece situação delicada do Grêmio no Brasileirão
Marlon não escondeu a preocupação com a posição do Grêmio na tabela. O lateral afirmou que o elenco sabe da gravidade do momento e que os jogadores precisam reagir dentro de campo.
“Sobre a briga contra a queda, estamos nas cordas. Não tem para onde correr. Ou tu aguenta os socos e nocauteia o adversário ou tu vai para a lona. Temos sete jogos e precisamos vencer”, declarou.
O defensor também reconheceu que, em alguns momentos, o grupo enfrentou os problemas internos de maneira direta, enquanto em outras situações acabou evitando determinadas cobranças.
“Lavamos a roupa suja algumas vezes, mas tapamos o sol com a peneira outras vezes. Nós que temos que nos tirar dessa situação. É a realidade em que nos colocamos”, completou.
A declaração reforça o cenário de cobrança dentro do elenco gremista. Para Marlon, a responsabilidade pela situação atual é dos próprios jogadores, que precisam encontrar uma resposta nas partidas restantes.
Carlos Vinícius trata confronto contra o Coritiba como final
Na segunda-feira, o Grêmio enfrenta o Coritiba no Couto Pereira, em um compromisso considerado fundamental para a luta contra o rebaixamento.
Carlos Vinícius destacou que o elenco tem consciência da importância da partida e que a equipe precisa transformar o trabalho realizado durante a semana em resultado.
O centroavante também negou que exista divisão entre os jogadores, contrariando os rumores sobre um possível ambiente rachado no vestiário.
“É final de campeonato. A gente tem isso claro. Não tem outro caminho. É vitória. Temos que fazer a vitória. Precisamos dos três pontos. Trabalhar para que a nossa atitude resulte em vitória”, afirmou.
O atacante ainda ressaltou que a torcida estará presente no compromisso e que o grupo sabe da mobilização dos gremistas.
Centroavante nega divisão no vestiário
Carlos Vinícius voltou a falar sobre as especulações de que o elenco estaria dividido.
Segundo o jogador, os rumores não correspondem ao ambiente que os atletas vivem internamente. Ele afirmou que as histórias sobre uma possível ruptura acabam sendo criadas, mas que o grupo não considera esse cenário uma realidade.
“Dizem em toda entrevista que o elenco está rachado. Zero! Zero! São guerras que vão se criando, mas que do portão para dentro do CT, para nós é zero”, declarou.
O centroavante também havia negado os rumores de uma negociação com o Atlético-MG.

Grêmio precisa transformar cobrança em resultado
As entrevistas de Marlon e Carlos Vinícius ocorreram depois do pedido de união feito por Renato Portaluppi, que reforçou a importância de jogadores, comissão técnica, direção e torcida trabalharem juntos para manter o clube na primeira divisão.
Agora, o elenco terá a oportunidade de responder dentro de campo diante do Coritiba.
Com sete jogos restantes, a cobrança entre os próprios atletas e a necessidade de conquistar os três pontos deixam claro o tamanho do desafio gremista nesta reta final do Brasileirão.
Opinião do Grêmio Histórico
As declarações de Marlon mostram que o elenco reconhece a gravidade da situação. O lateral não tentou minimizar o momento e admitiu que os jogadores precisam assumir a responsabilidade por terem colocado o Grêmio nessa condição.
Carlos Vinícius, por sua vez, reforçou que a prioridade é vencer o Coritiba e afastou novamente os rumores de divisão no vestiário.
O discurso de união precisa aparecer no campo. O Grêmio tem sete partidas para buscar a permanência na Série A, e o confronto no Couto Pereira representa uma oportunidade importante para transformar a cobrança interna em resultado.
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