A crise enfrentada pelo Grêmio no Campeonato Brasileiro trouxe de volta críticas de um dos nomes que marcaram a história recente do clube. O ex-volante Maicon questionou a atuação dos dirigentes durante os momentos difíceis e recordou os conflitos que antecederam sua saída em 2021, ano em que o Tricolor acabou rebaixado à Série B.
Em participação na Romário TV, após a derrota gremista por 4 a 2 para o Cruzeiro, no domingo (18), o antigo capitão defendeu uma presença mais próxima dos responsáveis pelo futebol no cotidiano do elenco, principalmente quando os resultados não correspondem às expectativas.
“Hoje o Grêmio se encontra em uma situação muito ruim e as pessoas que estão comandando o clube precisam estar ali com os jogadores todo dia”, afirmou Maicon.
O ex-jogador também criticou o que considera uma diferença de postura entre os períodos de vitória e os momentos de dificuldade. Na avaliação dele, os dirigentes precisam participar mais ativamente quando a equipe atravessa uma fase negativa, em vez de aparecerem apenas nas ocasiões favoráveis.
Ex-capitão recorda sua relação com os dirigentes
Durante a entrevista, Maicon ressaltou que sempre procurou manter autonomia para expressar suas opiniões sobre o funcionamento do departamento de futebol.
“Eu nunca tive rabo preso com diretor nenhum e sempre tive minhas convicções”, declarou.
As palavras recuperam uma relação que terminou de forma conturbada em 2021. Naquele ano, o volante deixou o Grêmio após desentendimentos com integrantes da direção, em meio à campanha que terminou com o rebaixamento do clube.
O episódio mais marcante ocorreu depois da expulsão de Maicon na partida contra o Corinthians. Após o confronto, houve uma discussão com dirigentes no vestiário, em um período de crescente tensão pelos resultados da equipe.
A saída aconteceu antes do término do contrato e continuou sendo tema de declarações públicas do ex-capitão nos anos seguintes.

Maicon já havia relatado bastidores de sua saída
Em entrevista ao comunicador Duda Garbi, o antigo volante contou sua versão dos acontecimentos que levaram ao encerramento de seu vínculo com o Grêmio. Segundo o relato do ex-jogador, suas cobranças sobre a situação da equipe incomodaram pessoas da administração.
Em outra manifestação, concedida à Rádio Grenal em 2022, Maicon afirmou que não partiu dele a iniciativa de deixar o clube. De acordo com sua versão, o então dirigente Marcos Herrmann comunicou a decisão de encerrar o vínculo após os conflitos internos.
O ex-capitão também relatou que não recebeu autorização para realizar uma entrevista de despedida nas dependências gremistas. Na ocasião, atribuiu a decisão ao receio de que informações dos bastidores fossem divulgadas, embora tenha afirmado que pretendia preservar antigos companheiros.
Essas declarações representam a versão apresentada por Maicon sobre o rompimento e ajudam a contextualizar suas críticas atuais à atuação dos dirigentes em períodos de crise.
Grêmio volta a enfrentar risco de rebaixamento
A manifestação do ex-volante ocorre enquanto o Tricolor tenta evitar um novo desfecho negativo no Campeonato Brasileiro. Conforme os dados apresentados, o time soma 31 pontos em 31 partidas e ocupa a 18ª colocação, com sete rodadas restantes.
A derrota por 4 a 2 para o Cruzeiro aumentou a pressão sobre o elenco e a comissão técnica de Renato Portaluppi. Mesmo tendo saído na frente na Arena, o Grêmio sofreu a virada e deixou o campo sem pontuar.
O próximo compromisso informado é contra o Coritiba, na segunda-feira (26), às 19h30, no Couto Pereira, pela 32ª rodada. O resultado será importante para as pretensões gremistas de deixar a zona de rebaixamento.
A história de Maicon aumenta o peso de suas declarações
Maicon foi capitão do Grêmio durante um período de conquistas importantes, incluindo a Copa do Brasil de 2016 e a Libertadores de 2017. Sua trajetória no clube faz com que suas avaliações sobre o ambiente interno e a relação entre jogadores e dirigentes tenham relevância no debate sobre a crise atual.
Ao recordar o que viveu em 2021, o ex-volante estabelece uma ligação entre sua experiência pessoal e a necessidade, na visão dele, de os dirigentes assumirem responsabilidades nos momentos mais complicados.
A situação atual não é idêntica àquela temporada, mas o risco de rebaixamento e as cobranças sobre a administração voltaram a colocar a relação entre direção e elenco em evidência.
A opinião do Grêmio Copero Histórico
As declarações de Maicon trazem novamente à discussão um ponto importante no futebol: a responsabilidade da direção durante uma crise não se limita às decisões tomadas nos bastidores. A presença dos dirigentes junto ao departamento de futebol e ao elenco também faz parte da gestão de um momento difícil.
O ex-capitão fala a partir de sua experiência no Grêmio e de um rompimento que, segundo seus relatos, foi marcado por divergências com dirigentes. Sua versão ajuda a compreender por que o assunto ainda provoca repercussão, mas as acusações e interpretações sobre os bastidores devem ser atribuídas a quem as apresentou.
Para o Grêmio atual, o desafio imediato continua sendo transformar as cobranças em mudanças concretas e resultados. Com a permanência na Série A em risco, jogadores, comissão técnica e direção estão diante de uma reta final que exige decisões e respostas dentro e fora de campo.
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