Texto original por Aline Cardias, publicado no Grêmio Copero em 06 de novembro de 2008.
Não sei o que está acontecendo no Velho Casarão. Depois de ter que engolir a seco as críticas arrogantes de Celso Roth aos torcedores que foram cobrar por uma postura “mais de Grêmio”, agora quase me engasgo com as declarações do meia Souza, cobrando paciência e pedindo que tomássemos como parâmetro a torcida do rival.
A declaração do jogador no Estádio Olímpico caiu como uma bomba no ambiente tricolor:
“A gente tem o exemplo aqui do lado e você não vê isso. Qual o melhor elenco do Brasil? Qual o time que deveria estar brigando pelo título? O Inter está fora até da luta pela Libertadores e isso não acontece lá.”
Parem as rotatórias!
O desconhecimento da alma tricolor
Essa pobre e infeliz manifestação confirma que o jogador não conhece MESMO a representatividade que tem o torcedor para o Grêmio e vice-versa. E se até agora ele não conseguiu perceber isso, é porque não merece fazer parte desta história.
Exigir que a torcida gremista se comporte com a mesma passividade do lado vermelho do estado é desconhecer as raízes do clube. A torcida do Grêmio não se espelha em vizinho. Ela cobra porque apoia, exige porque conhece o peso desta camisa e sabe que raça não é negociável nas arquibancadas.
- Falta de sensibilidade: Usar o maior rival como modelo de comportamento para o torcedor gremista é um erro crasso.
- História e cobrança: A mística tricolor foi construída na sintonia entre a pressão das arquibancadas e a entrega dentro de campo.
- Passagem temporária: Atletas e treinadores passam, mas a instituição e sua gente permanecem.
A torcida é o único patrimônio eterno
Mais continuaremos seguindo e apoiando o Tricolor, independente do que digam jogadores ou dirigentes. Todos eles passam. O sentimento do torcedor, a paixão e a cobrança por um Grêmio forte continuam intactos nas arquibancadas.
Como bem diz o lema que nos move todos os dias: “O Grêmio é da torcida, é da sua gente…”
Opinião Copera
Resgatar esse texto do nosso arquivo histórico serve como um aviso eterno para qualquer um que veste a camisa tricolor nos dias de hoje: nunca peça para a torcida do Grêmio ser passiva. Comparar o comportamento do torcedor gremista com o do rival é assinar o atestado de que não entendeu nada sobre a mística do clube.
Souza era um jogador de muita qualidade técnica, mas naquela entrevista errou feio ao tentar dar lição de moral em quem vive o clube 24 horas por dia. Jogador passa, técnico passa, direção passa — mas a cobrança por raça e respeito à nossa história nunca vai passar. A camisa do Grêmio exige entendimento do solo onde se pisa!
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