Sem espaço nos planos do técnico Luís Castro, o meia colombiano Miguel Monsalve vive momentos de indefinição no Grêmio. O atleta de 22 anos foi afastado do elenco profissional e passou a realizar suas rotinas de treinamento no CT Hélio Dourado, estrutura utilizada pelas categorias de base do clube, em Eldorado do Sul.
A medida drástica tomada pela diretoria tricolor ocorreu após o jogador recusar três propostas oficiais para ser negociado e deixar a Arena nesta janela de transferências.
Veto do atleta e tentativa de alívio na folha salarial
Os nomes das equipes interessadas no futebol de Monsalve são mantidos sob sigilo pela alta cúpula gremista. O movimento de saída era visto pela direção como fundamental por dois motivos estratégicos: aliviar a folha de pagamentos e abrir margem no grupo para a chegada de novos reforços.
No entanto, o próprio colombiano bateu o pé e optou por não dar andamento às conversas.
- Vínculo longo: Monsalve possui contrato firmado com o Imortal até dezembro de 2028.
- Espaço reduzido: Na atual temporada de 2026, o meia disputou apenas 13 partidas, sendo sete delas pelo Campeonato Brasileiro.
- Situação no mercado: O número de jogos disputados na Série A não impede uma transferência para outro clube da primeira divisão nacional, já que o limite de atuações permitido pelo regulamento é de até 12 partidas.
Treinos na base e possibilidade de reviravolta
A mudança para o CT Hélio Dourado isola o jogador do dia a dia do CT Luiz Carvalho. Nos bastidores, a diretoria não descarta que o afastamento possa provocar uma mudança de postura por parte do estafe do atleta, reabrindo caminhos para uma negociação antes do fechamento definitivo do mercado.
Enquanto a situação de Monsalve segue indefinida fora dos gramados, a comissão técnica de Luís Castro foca os trabalhos para o próximo compromisso do Grêmio no Brasileirão, diante do Atlético-MG, em Belo Horizonte.
Opinião Copera
Colocar um jogador de 22 anos, com potencial técnico e contrato até 2028, para treinar separado em Eldorado do Sul escancara que a relação entre comissão, direção e atleta azedou de vez. Se o Luís Castro não vai utilizar o Monsalve, a obrigação da diretoria era ter costurado uma saída amigável e rentável para todas as partes, e não transformar o ativo do clube em um problema de vestiário.
É claro que o jogador também precisa ter a sensibilidade de entender quando o seu ciclo no clube travou. Recusar três propostas para ficar encostado sem fardar não ajuda em nada a carreira dele e só gera desgaste desnecessário com a torcida.
Mandar para a base como forma de pressão é medida extrema que raramente termina bem no futebol. Tomara que o bom senso prevaleça nos próximos dias para que o Grêmio recupere o investimento ou encontre um destino onde o atleta possa jogar e se valorizar.
