Tricolor volta a decepcionar longe de Porto Alegre, segue sem vencer como visitante no Brasileirão e aumenta a pressão sobre Luís Castro e a direção
O Grêmio voltou a decepcionar fora de casa. Nesta segunda-feira (7), o Tricolor foi derrotado pelo Vitória e apresentou mais uma atuação muito abaixo do que se espera de um clube do seu tamanho.
O problema não foi apenas o resultado. Mais uma vez, o time comandado por Luís Castro mostrou enormes dificuldades para apresentar uma mecânica de jogo minimamente consistente. A equipe teve problemas na marcação, ficou espaçada em campo, errou passes em excesso e praticamente não conseguiu construir uma atuação convincente.
E existe um agravante: o Grêmio segue sem vencer fora de casa no Campeonato Brasileiro de 2026.
Para um clube que deveria estar brigando por posições muito mais altas na tabela, o retrospecto é simplesmente preocupante.
Um Grêmio sem organização e sem reação
Desde os primeiros minutos, o Grêmio demonstrou dificuldades para controlar a partida.
A marcação não funcionava, os setores permaneciam distantes e a saída de bola era constantemente prejudicada pelos erros técnicos. Quando recuperava a posse, o Tricolor encontrava enormes dificuldades para transformar a bola em jogadas de ataque.
Foi mais uma apresentação em que o torcedor ficou com a sensação de que não existe uma ideia de jogo suficientemente clara fora de casa.
O Vitória, por sua vez, encontrou espaços e conseguiu explorar as fragilidades gremistas.
Wallace falha e defesa volta a preocupar
Wallace teve uma noite particularmente ruim.
O zagueiro falhou no lance que originou o gol do Vitória e ainda quase entregou outro gol de presente ao adversário em outro momento da partida.
A atuação aumenta as preocupações sobre o sistema defensivo gremista, que novamente apresentou problemas de posicionamento e concentração.
Gustavo Martins também teve uma atuação muito abaixo. Mal posicionado em determinados momentos, encontrou dificuldades na saída de bola e acumulou erros durante a partida.
Diego Caito também pouco conseguiu produzir.
Noriega foi o pior do Grêmio
Entre os jogadores do Tricolor, Noriega teve uma atuação especialmente decepcionante.
O volante errou praticamente tudo o que tentou e não conseguiu dar ao meio-campo a segurança necessária para que o Grêmio pudesse controlar o jogo.
Villasanti também esteve muito abaixo tecnicamente. O paraguaio teve dificuldades para acertar passes e não conseguiu assumir o protagonismo que normalmente se espera dele.
Krovinovic, por outro lado, praticamente não conseguiu participar da partida.
O croata teve pouca influência no jogo e ficou distante das ações ofensivas do Grêmio.
Tetê não consegue justificar oportunidade
Outro ponto que chamou atenção negativamente foi Tetê.
O atacante novamente teve dificuldades para produzir e deixou uma impressão preocupante sobre sua capacidade de contribuir com o time neste momento.
Para uma equipe que precisa urgentemente de soluções ofensivas, o Grêmio não pode depender de jogadores que não conseguem entregar intensidade, criação ou agressividade no ataque.
E enquanto o meio-campo pouco produz, Carlos Vinícius fica praticamente isolado.
O centroavante não recebe bolas em condições para finalizar e acaba sendo vítima de um problema coletivo: o Grêmio não consegue construir oportunidades suficientes para seu principal homem de referência.
Até quando o Grêmio vai aceitar isso fora de casa?
O resultado contra o Vitória precisa servir como alerta.
Não é razoável que o Grêmio passe praticamente todo um Campeonato Brasileiro sem conseguir vencer fora de casa.
E não se trata apenas de dinheiro.
É claro que a situação financeira influencia a montagem de qualquer elenco, mas utilizar a questão econômica como justificativa para tudo não explica derrotas e atuações ruins diante de equipes como Vitória, Mirassol, Coritiba e Athletico-PR.
A pergunta que precisa ser feita é simples: esses clubes possuem condições financeiras muito superiores às do Grêmio?
A resposta é óbvia.
Portanto, o problema não pode ser colocado exclusivamente na conta da falta de investimento.
Trabalho de Luís Castro começa a ser questionado
O trabalho de Luís Castro também precisa ser colocado em discussão.
O Grêmio não apresenta regularidade, tem dificuldades para competir fora de casa e continua cometendo erros básicos de posicionamento e execução.
A equipe pode até apresentar bons momentos em partidas específicas, como aconteceu na classificação diante do Internacional na Copa do Brasil, mas o desempenho no Brasileirão exige uma resposta imediata.
Não basta vencer um clássico e depois voltar a apresentar um futebol pobre na rodada seguinte.
O Campeonato Brasileiro cobra regularidade.
E o Grêmio não está conseguindo entregar isso.
Direção precisa tomar uma atitude
A situação começa a ficar perigosa.
O Grêmio é um clube gigante e não pode tratar como normal a possibilidade de passar uma temporada inteira sem conseguir vencer fora de casa.
A direção precisa parar de procurar justificativas e começar a procurar soluções.
Ainda há tempo para reagir, mas cada rodada desperdiçada aumenta o risco de o clube entrar definitivamente na luta contra o rebaixamento.
A torcida já demonstrou inúmeras vezes que aceita dificuldades financeiras, reformulação e até temporadas de reconstrução.
O que não aceita é um time sem organização, sem reação e sem competitividade.
O Grêmio precisa acordar antes que seja tarde demais.
A opinião do Grêmio Copero Histórico
A derrota para o Vitória não pode ser tratada como apenas mais um tropeço.
O problema é a repetição.
O Grêmio não consegue vencer fora de casa, apresenta atuações tecnicamente ruins e frequentemente parece não ter respostas quando o adversário aumenta a intensidade.
Luís Castro precisa encontrar soluções rapidamente. E a direção também precisa assumir sua responsabilidade.
Não estamos falando de exigir um elenco milionário. Estamos falando de fazer o Grêmio competir.
Se clubes com menos recursos conseguem conquistar pontos fora de casa, o Grêmio também precisa conseguir.
A situação ainda pode ser revertida, mas o sinal amarelo já deveria estar aceso há algum tempo. Se a direção continuar esperando que o problema se resolva sozinho, o risco de transformar uma temporada ruim em uma luta desesperada contra o rebaixamento será cada vez maior.
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