Após vencer o Tricolor no Barradão, Fábio Mota aumenta o tom da cobrança por valores relacionados à contratação de Wagner Leonardo
A derrota do Grêmio para o Vitória por 1 a 0, nesta segunda-feira (7), no Barradão, não foi o único problema enfrentado pelo Tricolor em Salvador. Depois da partida, o presidente do clube baiano, Fábio Mota, voltou a cobrar publicamente uma dívida relacionada à contratação de Wagner Leonardo e fez uma declaração bastante pesada contra o clube gaúcho.
Em entrevista à Rádio Sociedade, o dirigente chamou o Grêmio de “caloteiro” e afirmou que seria uma injustiça o Vitória perder para um clube que, segundo ele, ainda possui valores pendentes com a equipe baiana.
Mota afirmou que o Grêmio deve “2,5 milhões” ao Vitória e indicou que o clube pretende avançar com uma medida judicial para tentar receber o dinheiro.
Presidente do Vitória sobe o tom contra o Grêmio
A cobrança de Fábio Mota não começou nesta segunda-feira.
O presidente do Vitória já vinha fazendo manifestações públicas sobre a situação financeira envolvendo o Grêmio nos últimos dias. Antes do confronto pelo Brasileirão, inclusive, o dirigente voltou a mencionar a dívida e utilizou a classificação gremista na Copa do Brasil para pressionar o clube gaúcho.
Depois da vitória no Barradão, entretanto, o tom ficou ainda mais forte.
Mota questionou o fato de o Grêmio continuar realizando contratações enquanto, na visão do Vitória, mantém uma pendência financeira com o clube baiano.
O dirigente também criticou a postura dos representantes gremistas durante a passagem por Salvador e afirmou que a diretoria tricolor permaneceu no hotel.
Dívida envolve Wagner Leonardo
A origem da cobrança está na negociação de Wagner Leonardo.
O zagueiro foi contratado pelo Grêmio em 2025, em uma operação que envolveu aproximadamente US$ 4,5 milhões, valor que correspondia a cerca de R$ 26 milhões na cotação daquele período.
Desde então, os dois clubes passaram a divergir sobre o valor que ainda estaria pendente.
Em maio de 2026, informações divulgadas pelo Portal do Gremista apontavam que o Vitória cobrava aproximadamente US$ 2,5 milhões.
O Grêmio, por outro lado, contestava o valor apresentado pelos baianos. Pessoas ligadas ao Tricolor reconheciam a existência de parcelas em aberto, mas afirmavam que o saldo seria inferior ao montante reivindicado pelo Vitória.
Por isso, o valor mencionado agora por Fábio Mota precisa ser tratado como a quantia apontada pelo presidente do Vitória, já que os números apresentados pelas partes não foram iguais ao longo da negociação.
Wagner Leonardo chegou a entrar em outra negociação
A situação ganhou um capítulo diferente durante o mês de julho.
Naquele momento, Vitória e Grêmio chegaram a discutir uma possível negociação envolvendo o retorno de Wagner Leonardo ao clube baiano.
Uma das possibilidades avaliadas era justamente utilizar parte da dívida existente como mecanismo de abatimento no negócio.
A operação, porém, não resolveu definitivamente a pendência financeira entre os clubes.
Agora, Fábio Mota afirma que o Vitória pretende avançar judicialmente para receber os valores.
Classificação na Copa do Brasil virou argumento
Outro ponto utilizado pelo presidente do Vitória para aumentar a pressão foi a premiação conquistada recentemente pelo Grêmio.
O Tricolor eliminou o Internacional por 3 a 1 no Gre-Nal 454 e garantiu vaga na semifinal da Copa do Brasil.
Com a classificação, o clube recebeu mais aproximadamente R$ 9 milhões em premiação e chegou a cerca de R$ 18 milhões acumulados na competição desde a quinta fase.
Fábio Mota citou justamente esse dinheiro ao cobrar publicamente o Grêmio.
A argumentação do dirigente é que o clube gaúcho recebeu uma quantia significativa pela campanha na Copa do Brasil enquanto ainda possui, segundo o Vitória, valores pendentes pela negociação de Wagner Leonardo.
Cobrança pode ganhar novo capítulo em novembro
A declaração de Fábio Mota indica que o caso pode deixar de ser apenas uma discussão pública entre dirigentes.
Segundo o presidente do Vitória, o clube pretende entrar com uma execução em novembro para buscar o pagamento da dívida.
Até lá, a tendência é que a situação continue sendo acompanhada de perto, especialmente diante das divergências sobre o valor efetivamente devido.
O episódio adiciona mais um problema extracampo ao Grêmio justamente em um momento delicado dentro do Campeonato Brasileiro.
Depois da derrota para o Vitória, o Tricolor segue pressionado na parte inferior da tabela e agora terá o Vasco pela frente na Arena.
A opinião do Grêmio Copero Histórico
O episódio é preocupante porque uma pendência financeira envolvendo dois clubes voltou a ganhar enorme repercussão justamente depois de uma derrota do Grêmio.
A expressão utilizada por Fábio Mota é pesada e deve ser atribuída exclusivamente ao presidente do Vitória. Ao mesmo tempo, a existência de uma discussão financeira entre os clubes não é novidade e precisa ser resolvida pelas diretorias.
O Grêmio não pode permitir que problemas administrativos e financeiros continuem se transformando em crises públicas.
Se existe uma dívida, que as partes apresentem os valores, discutam o que é efetivamente devido e encontrem uma solução. Se há divergência sobre o montante, isso precisa ser resolvido pelos caminhos jurídicos e administrativos adequados.
Agora, com a possibilidade de uma execução em novembro anunciada pelo presidente do Vitória, a direção gremista terá mais um problema para administrar.
E depois de uma derrota dentro de campo, definitivamente não era esse o tipo de notícia que o torcedor queria receber.
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