Podem falar o que quiserem: no Beira-Rio, eu vi um Grêmio maduro, cascudo e competitivo

Podem dizer que o Gre-Nal 453 foi feio. Podem bater no peito para criticar a qualidade técnica, dizer que os dois times atravessam fases conturbadas e que os elencos são limitados para os padrões do futebol brasileiro.

Mas a verdade que saltou aos olhos no Beira-Rio na noite de quinta-feira foi uma só: eu vi o Grêmio praticando um futebol extremamente maduro.

Foi uma atuação competitiva, inteligente e consciente. O Tricolor soube exatamente onde estava pisando, entendeu o peso da camisa do adversário e, principalmente, honrou o tamanho da sua própria história em uma decisão de mata-mata de Copa do Brasil. Ninguém arregou.

Raça, divididas e a noite de gala de Erick Noriega

Cada disputa de bola foi tratada como se fosse a última da vida. Cada carrinho dividido, cada dividida no alto e cada cobertura foi executada com um nível de raça e concentração que a torcida vinha cobrando há semanas no CT Luiz Carvalho.

O sistema defensivo deu uma aula de imposição física e tática na casa do rival:

  • A noite do peruano: Erick Noriega, de fato, encarnou o espírito dos grandes defensores históricos. O peruano desarmava, antecipava as jogadas com leitura perfeita, saía com a bola dominada e exalava a personalidade de quem não se deixa intimidar pela pressão das arquibancadas rivais.
  • Linha de ferro: Diego Caito e Marlon fecharam as alas com apetite, enquanto a dupla de zaga — com Kannemann liderando e Wallace esbanjando firmeza — fechou a porta para qualquer investida perigosa. No ataque, Carlos Vinícius brigou com os zagueiros até o último minuto de energia.

Não foi um espetáculo plástico para encantar comentaristas de mesa redonda. Não foi um duelo para entrar nos livros pelo requinte de trocas de passes. O placar terminou em 0 a 0. Mas, no cenário atual da temporada, a resposta dada em campo foi muito mais profunda do que qualquer vitória estilística.

Saber jogar o jogo é a essência do Grêmio

O Grêmio soube sofrer quando o rival tentou pressionar. Soube competir quando a partida virou um festival de faltas e cartões. Soube se impor com autoridade moral em cada entrevero. Entendeu, acima de tudo, o verdadeiro significado de disputar um clássico na casa do adversário.

Podem reclamar do espetáculo. Podem classificar o jogo como ruim ou travado nas análises frias de pós-jogo. O torcedor de verdade prefere enxergar a essência do que aconteceu dentro das quatro linhas: um Grêmio adulto, firme e cascudo.

Opinião Copera

Quando a camisa do Grêmio entra em campo contra o nosso maior rival, não existe o menor espaço para atitude morna ou falta de entrega. O resultado de 0 a 0 deixa a classificação para as semifinais da Copa do Brasil completamente aberta para ser decidida com o apoio em massa da torcida na nossa Arena.

Luís Castro e o grupo de jogadores saem do Beira-Rio fortalecidos. Mostraram indignação, postura e o respeito que a torcida exigiu no encontro no início da semana. É Gre-Nal, é Grêmio, e é exatamente assim que o Imortal precisa jogar até o fim da temporada!

Quer ficar por dentro de tudo? Entre agora no nosso canal do Facebook.

Últimas notícias
Carregando...

Deixe uma resposta