Precisamos falar sobre Walter Kannemann.
Nos últimos tempos, muito se tem discutido sobre a utilidade do zagueiro no elenco e, principalmente, no time titular do Grêmio. Muitos “analistas”, alguns supostamente isentos e outros claramente identificados com uma sede incontrolável de encerrar a carreira de Kannemann no Grêmio, passaram a questionar sua importância.
No entanto, a verdade saltou aos olhos na noite de ontem, meus amigos.
O Gringo foi, na minha opinião, o melhor jogador do Grêmio no Gre-Nal. Controlou as investidas de Carbonero e Vitinho, foi para o “pau” com Mercado e anulou o centroavante Sanabria quando ele entrou em campo.
Kannemann mostrou, mais uma vez, aquilo que muitos parecem esquecer: sua importância não se resume apenas a números, estatísticas ou análises frias. Existem jogadores que representam algo maior dentro de um clube. E Walter Kannemann é um deles.
Em tempos nos quais os vínculos entre jogadores e as camisas que vestem parecem cada vez menores, a relação entre Kannemann e o Grêmio é um verdadeiro ponto fora da curva.
Hoje, poucos — ou talvez ninguém — vistam a camisa do Grêmio com mais raça, atitude, amor e indignação do que o nosso Gringo.
Kannemann já passou por tudo ao lado da torcida gremista. Viveu títulos, conquistas, grandes noites, derrotas dolorosas e até o rebaixamento. Mas, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca se negou a representar o Imortal Tricolor.
Por isso, deixo aqui um pedido ao torcedor: valorizem Walter Kannemann enquanto ele está aqui.
Muitos “ídolos” vêm e vão. Alguns deixam o clube, assinam com rivais e, depois, vibram na nossa cara. O futebol mudou, os jogadores mudaram e a identificação com uma camisa se tornou cada vez mais rara.
Mas o Gringo é diferente.
Sempre que o Grêmio precisa, ele está aqui. Pode cair, pode errar, pode envelhecer, porque isso faz parte do futebol. Mas ninguém pode questionar aquilo que Kannemann entrega quando veste essa camisa: comprometimento, raça e amor pelo Grêmio.
WaMais que estatísticas: a personificação da alma gremistalter Kannemann não é apenas mais um jogador da história recente do clube. Ele representa uma geração que viveu de tudo junto com a torcida e que, mesmo depois de tantos anos, continua entrando em campo com a indignação de quem entende o peso dessa camisa.
E isso, meus amigos, vale muito.
SALVE, WALTER KANNEMANN!
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