Pai de Miguel Monsalve detona afastamento do meia no Grêmio: “Má administração”

Pai de Miguel Monsalve detona afastamento: A decisão do Grêmio de afastar o meia colombiano Miguel Monsalve do elenco profissional e enviá-lo para treinar em separado no CT Hélio Dourado, em Eldorado do Sul, gerou forte repercussão nos bastidores. Em declaração pública, Ramiro Monsalve, pai do atleta, saiu em defesa do filho e fez duras críticas à condução do processo por parte da diretoria tricolor e da comissão técnica.

O pai do jogador destacou a rotina profissional do atleta de 22 anos, ressaltando o investimento em equipe individual de saúde e apoio psicológico para manter o alto rendimento.

Pai de Miguel Monsalve faz defesa de profissionalismo e desabafo contra a direção

Ramiro Monsalve frisou que compreende escolhas táticas do treinador Luís Castro, mas reprovou veementemente o isolamento do meio-campista das atividades da equipe principal:

“Infelizmente, creio que se está dando uma má administração. Ele não merece isso. Ele é um ativo do clube — não é um jogador custoso — e jamais recebeu uma só queixa sobre seu comportamento. Merece ser mais valorizado e receber uma oportunidade real”, desabafou Ramiro Monsalve.

O pai do colombiano revelou ainda detalhes da conduta de Monsalve fora dos gramados:

  • Estrutura pessoal: O meia conta com nutricionista próprio, preparador físico particular para treinamentos complementares e coach mental.
  • Comprometimento histórico: Relembrou que o atleta viajou à Alemanha por conta própria para tratar uma lesão no pé com vistas a acelerar o retorno ao Grêmio, além de ter sido capitão do Independiente Medellín aos 20 anos de idade.

O cenário do afastamento nos bastidores

Oficialmente, o Grêmio justificou o deslocamento do atleta para o CT da base por “questões técnicas e de composição do grupo principal”. Contudo, o estopim para a decisão também envolveu recusas recentes do jogador a propostas de saída por empréstimo para outros clubes.

Sem atuar desde o dia 23 de julho — na derrota para o Bolívar pela Copa Sul-Americana —, Monsalve soma apenas 13 partidas e um gol na temporada. Com contrato vigente até dezembro de 2028, o estafe do atleta e a direção gremista devem retomar conversas para buscar uma saída amigável no mercado de transferências.

Opinião Copera

O desabafo do pai do Monsalve mostra o tamanho do curto-circuito que se criou nos bastidores do CT Luiz Carvalho. Por um lado, é perfeitamente compreensível um pai defender a dedicação e o profissionalismo do filho, ainda mais trazendo dados concretos sobre a rotina de treinos e cuidados extracampo que o garoto mantém.

Por outro lado, o Grêmio não pode transformar o vestiário em um ambiente de incertezas. Se o atleta não está nos planos do técnico Luís Castro e recusou ofertas para sair, o clube optou pela linha dura ao mandar treinar em Eldorado. O ideal é que ambas as partes tenham maturidade para sentar à mesa, resolver as pendências sem lavar mais roupa suja na imprensa e encontrar o melhor caminho profissional para o jogador, preservando o ativo financeiro e a paz institucional que o Tricolor precisa neste momento do Brasileirão!

Acesse o BloGrêmio

Deixe uma resposta