Apenas oito meses após sua impactante contratação junto ao Panathinaikos, da Grécia, o atacante Tetê, de 26 anos, pode estar com os dias contados no CT Luiz Carvalho. O departamento de futebol do Grêmio recebeu uma proposta oficial expressiva para negociar o jogador e estuda a viabilidade do negócio para este momento ou para o término da temporada.
Com investimento inicial na casa dos 7 milhões de euros realizado no início do ano, a diretoria tricolor enxerga a oportunidade de reaver o capital investido mantendo um percentual futuro sobre o atleta.
Valores e moldes da oferta mantida em sigilo
O clube interessado — mantido sob rigoroso sigilo pelos dirigentes e pelo estafe do jogador — apresentou uma oferta em cifras idênticas ao custo de aquisição do ponta:
- Valores em pauta: Proposta oficial de 7 milhões de euros (aproximadamente R$ 43 milhões) por uma fatia de 70% a 80% dos direitos econômicos do atacante.
- Manutenção de ativo: No modelo proposto, o Grêmio preservaria de 20% a 30% do passe de Tetê, garantindo margem de lucro em uma futura transferência.
- Avaliação interna: Parte da diretoria entende que o rendimento de Tetê ainda não atingiu a expectativa técnica criada no momento do anúncio. Recuperar o valor investido em meio à reorganização financeira do clube é visto com bons olhos.
Com a janela de transferências em seus momentos decisivos, o martelo deve ser batido após as avaliações do presidente Odorico Roman e do executivo Paulo Pelaipe.
Opinião Copera
Vender ou segurar o Tetê? Essa é a pergunta que divide a torcida tricolor neste momento. Por um lado, 7 milhões de euros por 70% ou 80% do passe é um negócio financeiramente espetacular. Permite recuperar 100% do valor pago ao Panathinaikos há oito meses e ainda mantém uma fatia preciosa para lucrar mais adiante. Para um clube que precisa de caixa e vive sob o olhar atento do Fair Play Financeiro, é uma proposta irrecusável.
Por outro lado, é inegável que o Tetê não conseguiu render nem 50% do futebol que todos sabemos que ele tem. Ele voltou da Europa com status de grande estrela, mas acumulou oscilações físicas e pouca efetividade sob o comando de Luís Castro. Se o atacante não se encaixou no esquema e a diretoria tem a chance de sair dessa operação sem prejuízo algum, a venda faz todo o sentido do mundo. É o tipo de negócio racional que o futebol moderno exige!
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