O mercado da bola reserva curiosidades e grandes expectativas que, muitas vezes, acabam marcando a história dos clubes. Em um momento de forte movimentação da diretoria nos bastidores, o nome do meia Giuliano — eleito o melhor jogador da Copa Libertadores de 2010 — ganhou enorme força para se tornar o grande reforço do Grêmio no planejamento para a temporada de 2012.
O cenário da negociação
Na época, Giuliano defendia o Dnipro Dnipropetrovsk, da Ucrânia, clube ao qual estava vinculado tanto econômica quanto federativamente. Insatisfeito no futebol leste-europeu e com o desejo explícito de retornar ao Brasil para recuperar seu melhor futebol, o meia viu no Tricolor a grande oportunidade de dar uma nova volta por cima na carreira.
A diretoria gremista, comandada nos bastidores pelo saudoso dirigente Paulo Pelaipe — conhecido por sua aversão a negociações longas e arrastadas —, foi a primeira a procurar o clube ucraniano. Para viabilizar a chegada do jogador que havia sido negociado por altos valores anteriormente, o Grêmio estudava adquirir seus direitos econômicos em definitivo ou, caso houvesse grande resistência dos ucranianos, viabilizar um empréstimo, não descartando sequer a inclusão de atletas da própria equipe na negociação.
O peso da investida em Giuliano e as alternativas
A tratativa pelo meia era tratada com o mesmo peso e magnitude da grande investida feita pelo clube para contar com o atacante Kleber Gladiador na mesma época. A vontade do atleta de vestir a camisa tricolor pesava a favor, restando apenas alinhar detalhes burocráticos.
Caso o negócio com Giuliano encontrasse barreiras intransponíveis, a diretoria já mapeava planos B no mercado internacional. O meia Wágner, com passagens pelo Cruzeiro e atuando na Turquia, aparecia como alternativa imediata, embora enfrentasse a forte concorrência de clubes cariocas como Flamengo e Botafogo.
O planejamento da época visava evitar a qualquer custo os erros e a falta de tempo hábil que prejudicaram a montagem do grupo competitivo ao longo da temporada de 2011, buscando iniciar o ano seguinte com o elenco forte e encorpado.
Lembrando que Giuliano viria para o tricolor duas temporadas depois, em 13 de junho de 2014, assinou um contrato de quatro anos com o Grêmio. O clube gaúcho pagou ao Dnipro, detentor dos direitos do jogador, a quantia de 6 milhões de euros.
Opinião Copera
Que viagem no túnel do tempo! Lembrar dessas investidas de mercado mostra como a diretoria tentava dar um salto de qualidade na época para montar um time cascudo. O futebol às vezes toma rumos totalmente diferentes, mas resgatar essas histórias é um prato cheio para todo torcedor fanático que acompanha cada capítulo da nossa trajetória. É o acervo tricolor vivo na memória!
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