Revisitando a “Corneta Corporativa: Quem acompanha a história do Grêmio na internet sabe que o debate sobre a “imprensa vermelha” não é de hoje. Lá em 2010, o blogueiro Charles Hansen trazia uma reflexão que, mesmo após 16 anos, continua muito atual para quem respira o dia a dia do nosso Tricolor: o limite entre o profissionalismo e o corporativismo na crônica esportiva.
O estopim: O 9 a 3 e a flauta de Cacalo
Tudo começou após uma partida de confraternização na pré-temporada daquele ano, onde a comissão técnica do Grêmio goleou os setoristas da imprensa por 9 a 3. Na segunda-feira seguinte, no icônico programa Sala de Redação da Rádio Gaúcha, o ex-presidente Cacalo não perdeu a chance e provocou, afirmando que o Grêmio já havia vencido o “primeiro Gre-Nal do ano”.
A brincadeira mexeu com o “vespeiro” e gerou reações acaloradas, especialmente nas redes sociais (o Twitter ainda engatinhava na época).
A reflexão de Hansen: Onde termina a crítica e começa o corporativismo?
No seu texto original, Hansen argumentava que polêmicas e flautas fazem parte da cultura do futebol gaúcho. O que realmente o incomodava não era a provocação em si, mas a postura de alguns jornalistas que, em vez de tratarem as divergências de forma interna ou profissional, passaram a utilizar as redes sociais para uma “corneta pública corporativa”.
O autor questionava: até que ponto o profissional da comunicação consegue separar a opinião técnica do seu clubismo? Para Hansen, as divergências deveriam ser tratadas na “economia interna” das redações, e não expostas como uma defesa corporativista que, muitas vezes, parecia confirmar a máxima de que “o chapéu serviu”.
Por que esse debate”Corneta Corporativa” ainda importa?
Revisitar esse texto é um exercício de memória sobre a evolução da relação entre torcida e imprensa. Com a democratização do conteúdo, hoje vemos muito mais essa “corneta pública”, e o torcedor gremista está cada vez mais atento aos discursos.
Mais do que o resultado do jogo de 2010, o que fica de lição desse resgate é a importância de mantermos o olhar crítico. Afinal, a história do nosso clube é feita de grandes embates — dentro e fora de campo.
Opinião Copera
Que aula de história! Esse texto do Hansen mostra que a nossa torcida sempre foi vigilante quanto ao tratamento que a imprensa dá ao Grêmio. A flauta do Cacalo foi apenas o gatilho para uma discussão que, até hoje, nós aqui no Grêmio Copero continuamos fazendo: o Grêmio em primeiro lugar, sempre. E para você, essa “corneta corporativa” ainda existe hoje? Comenta aqui embaixo! Vamos, Grêmio!
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