Luís Castro assume culpa por eliminação: A eliminação vexatória para o Bolívar na noite da última quinta-feira (30), com nova derrota por 1 a 0 dentro da Arena, escancarou a pior crise do Grêmio na temporada. Além da queda precoce nos playoffs da Copa Sul-Americana pelo segundo ano consecutivo, o ambiente ferveu com fortes protestos e gritos da torcida ecoando o nome do ídolo Renato Gaúcho (atualmente desempregado) das arquibancadas.
Em meio ao cenário de terra arrasada, o técnico Luís Castro concedeu entrevista coletiva, assumiu a responsabilidade pelos maus resultados, blindou o grupo de jogadores e comentou sobre sua continuidade no cargo.
O peso das vaias e a blindagem ao elenco
Visivelmente pressionado desde o pré-jogo, o treinador português fez questão de isentar o plantel das críticas que vieram das arquibancadas ao apito final:
“As vaias foram para mim, não aos jogadores. Os jogadores deram tudo deles e a torcida reconheceu que os jogadores deram tudo deles dentro de campo e os apoiou ao longo do jogo. Temos agora pela frente uma Copa do Brasil […] que nós achamos, e temos a certeza, são muito importantes para a dimensão do Grêmio”, declarou Luis Castro, reforçando que o foco principal da equipe segue voltado para os objetivos fundamentais da temporada.
Questionado diretamente sobre o que justificaria a sua permanência no comando técnico após o fracasso continental, o comandante foi direto: “O que justifica minha permanência é eu trabalhar de forma digna e honesta.”
A “sombra” de Renato Gaúcho
Com o nome de Renato Gaúcho cantado pela torcida como favorito natural a uma eventual vaga em caso de demissão, Luís Castro evitou polêmicas e tratou o peso do ídolo tricolor com naturalidade:
“Falar do Renato é falar de um ídolo do Grêmio, um homem que passou pelo Grêmio como treinador e jogador e que deixou uma marca. É normal que os ídolos sejam venerados por sua torcida, é normal que o nome do Renato esteja presente na cabeça dos torcedores. Na minha vida, nunca vivi com fantasmas, com sombras, vivo muito virado para os meus jogadores e virado para a minha consciência do dia a dia”, pontuou.
Sequência imediata
Sem tempo para digerir a frustração, o Tricolor não tem margem para erros. O próximo compromisso já acontece neste domingo (2), às 18h, quando o Grêmio enfrenta o Mirassol, no estádio Maião, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.
Opinião Copera
O clima na Arena é de total insatisfação, e a corda esticou de vez para a comissão técnica. A eliminação para o Bolívar foi inadmissível pelo tamanho do Grêmio. Assumir a responsabilidade na coletiva é o mínimo, mas a resposta precisa vir urgentemente dentro de campo neste domingo contra o Mirassol, na Copa do Brasil. O torcedor está sem paciência e o grupo precisa mostrar vergonha na cara para salvar o restante da temporada! Vamos, Grêmio!
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