A eliminação precoce do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, ainda reverbera intensamente no cenário esportivo. Em uma análise ácida e direta — marca registrada de sua carreira —, o ex-volante e atual comentarista do SporTV, Felipe Melo, não poupou críticas ao comando da Seleção Brasileira e ao planejamento da CBF.
Alvo principal: Carlo Ancelotti
Para Felipe Melo, a responsabilidade pelo fracasso tem nome e sobrenome. O comentarista questionou a capacidade de Carlo Ancelotti em apresentar um plano de jogo sólido e eficaz para uma partida de mata-mata.
“Trouxemos um dos maiores treinadores da história e ele é o primeiro a ser culpado, sim. E não tem um plano? Tem que ser culpado com a comissão dele”, disparou Melo. O ex-jogador destacou que, apesar da qualidade técnica do elenco, a falta de uma estratégia defensiva clara para neutralizar Erling Haaland — que marcou os dois gols da partida — foi um erro fatal. “Quantas vezes comentamos que não poderia deixar a bola chegar no Haaland? Foi tudo que aconteceu nos gols dele”, pontuou.
Neymar e o arrependimento na escalação
Um dos pontos de maior divergência na análise de Felipe Melo foi a opção pela não titularidade de Neymar. O comentarista foi enfático ao afirmar que sua escolha seria diferente: “Eu entraria com o Neymar de titular. Poderia ter convertido o primeiro pênalti e o jogo seria outra história”. A ausência do craque no onze inicial é vista por muitos como uma falha na gestão de elenco de Ancelotti em momentos de pressão extrema.
O desabafo sobre o “ciclo sem vergonha”
O ex-volante não se limitou apenas à parte tática. Felipe Melo classificou o atual momento do futebol brasileiro como um “ciclo sem vergonha” impulsionado pela gestão da CBF. Para ele, o resultado desastroso — que ampliou o jejum de títulos mundiais para 28 anos — é a consequência direta de uma estrutura que, segundo ele, não tem colhido frutos, mas sim “desastres”.
Com a Noruega avançando para enfrentar México ou Inglaterra, o Brasil encerra sua participação no Mundial 2026 de forma traumática. Enquanto a torcida lamenta, a declaração de Felipe Melo reacende o debate sobre a necessidade de uma reformulação profunda não apenas na comissão técnica, mas em toda a estrutura do futebol pentacampeão.
Opinião Copera
Quando o Felipe Melo fala, a gente sabe que não vai ter meia-palavra. O sentimento dele é o mesmo de milhões de brasileiros que viram a nossa Seleção cair de forma pouco inspirada. É doloroso ver o Brasil completar quase três décadas de jejum. Se o Ancelotti não conseguiu encaixar o time, a culpa é, sim, da comissão, mas a gente sabe que o problema lá em cima, na CBF, é antigo. O torcedor está cansado de promessas e de ver o Brasil ser superado por times que, tecnicamente, estão abaixo da gente. Precisamos de gente com convicção e que respeite a história dessa camisa. Vamos, Grêmio! (E que a Seleção, um dia, volte a ser o que já foi).
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