Odorico Roman investiu pesado em 2026 e já atinge metade dos gastos da era Guerra
O torcedor tricolor que acompanha o mercado da bola tem percebido uma movimentação intensa no Grêmio em 2026. A atual administração, sob o comando de Odorico Roman investiu pesado e adotou uma postura agressiva, colocando o clube em um patamar de investimento que chama a atenção. Em apenas meio ano de gestão, o montante aplicado em reforços já alcança cerca de 50% de tudo o que foi investido nos três anos da gestão anterior, de Alberto Guerra.
Os números, que focam exclusivamente na aquisição de direitos econômicos, revelam uma mudança drástica na estratégia de montagem do elenco.
Comparativo de milhões: Guerra vs. Roman
Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, Alberto Guerra promoveu uma reconstrução completa no elenco tricolor após o retorno da Série B. Foram cerca de R$ 240 milhões investidos em nomes de impacto, como Luis Suárez, Braithwaite e Soteldo, distribuídos ao longo de três temporadas.
Em contrapartida, a gestão de Odorico Roman concentrou o poder de fogo em apenas uma janela. Em seis meses, o investimento já oscila entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões. Entre os principais desembolsos estão nomes como:
- Juan Nardoni: R$ 41,7 milhões.
- Tetê: R$ 38,7 milhões.
- José Enamorado: R$ 16 milhões.
- Leonel Pérez: R$ 13 milhões.
- Marlon: R$ 18 milhões.
- Wallace: R$ 3 milhões.
O risco e a ambição do novo perfil
Enquanto a gestão anterior diluiu os investimentos para equilibrar as contas ao longo de três anos, Odorico Roman optou por uma “tacada única” para elevar o nível competitivo de forma imediata. É uma estratégia de alto risco e alta recompensa, feita para atender a urgência de resultados que a torcida exige — especialmente com a pressão sobre o trabalho de Luís Castro.
O cenário pode ficar ainda mais intenso. Caso o clube concretize vendas importantes, como as de Gabriel Mec ou Viery, o caixa pode receber um novo fôlego. Se a diretoria decidir reinvestir esses valores no segundo semestre, Odorico Roman tem chances reais de superar, em um único ano, todo o montante aplicado por Guerra em três temporadas de mandato.
Opinião Copera
Dinheiro no bolso é bom, mas o que a gente quer ver mesmo é bola na rede e título no armário. A atual gestão resolveu abrir o cofre e apostar todas as fichas no curto prazo. É uma postura de quem não quer saber de “projeto a longo prazo” enquanto a torcida sofre com atuações pífias. O torcedor não quer saber de planilha de Excel ou de quantos milhões foram gastos; a torcida quer o time honrando a nossa camisa. Se o investimento for alto, a cobrança será na mesma medida. Que esses reforços, que custaram uma nota preta, entendam que aqui é Grêmio e que a paciência da torcida é curta!