O Grêmio ganhou mais um problema para administrar fora das quatro linhas. Em meio ao processo de reorganização financeira do clube, o empresário Giuliano Bertolucci cobra na Justiça uma dívida que chega a R$ 19 milhões.
O valor está relacionado a negócios e intermediações realizados entre o agente e o Tricolor ao longo dos últimos anos.
A cobrança surge em um momento delicado para as finanças gremistas e pode atingir justamente receitas importantes que o clube tem a receber.
Empresário pede penhora de receitas do Grêmio
Para tentar garantir o pagamento do débito, Bertolucci apresentou um pedido de penhora de valores que podem entrar nos cofres do Grêmio.
Entre os recursos apontados estão as premiações obtidas pelo clube na Copa do Brasil e parte dos valores relacionados à negociação do zagueiro Viery.
O defensor foi negociado pelo Grêmio com a Fiorentina por 15 milhões de euros, quantia que correspondia a aproximadamente R$ 88,5 milhões na cotação da época da transferência.
A intenção do empresário é utilizar essas receitas como garantia para o pagamento da dívida.
Apesar da cobrança judicial, existe a possibilidade de um acordo entre as partes. Segundo as informações apresentadas, o débito poderá ter uma composição homologada em breve.
Quem é Giuliano Bertolucci?
Bertolucci é um dos empresários mais conhecidos do mercado internacional de futebol e possui participação na carreira de diversos jogadores de destaque.
Entre os atletas representados pelo agente estão nomes como Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães, Kaio Jorge, Andreas Pereira e Pedro.
A relação de Bertolucci com o Grêmio também não é recente.
O empresário participou, por exemplo, da negociação que levou Pepê ao Porto em 2020. Naquele negócio, Bertolucci possuía 20% dos direitos econômicos do atacante.
Ao longo dos anos, outras operações envolvendo jogadores e o clube também contribuíram para a formação dos valores atualmente discutidos.
Mais uma preocupação para os cofres gremistas
A cobrança acontece justamente quando o Grêmio tenta controlar uma série de compromissos financeiros e reduzir a pressão sobre o caixa.
Uma eventual penhora de receitas provenientes de premiações ou transferências pode diminuir ainda mais a capacidade do clube de utilizar esses recursos livremente.
Por isso, a possibilidade de um acordo ganha importância para o Tricolor.
Caso as partes cheguem a um entendimento e o acordo seja homologado, o Grêmio poderá estabelecer uma forma de pagamento para encerrar a disputa sem comprometer imediatamente receitas importantes.
Até que isso aconteça, porém, a cobrança de R$ 19 milhões representa mais um capítulo da difícil situação financeira enfrentada pelo clube.
A opinião do Grêmio Copero Histórico
O caso mostra um dos principais problemas que o Grêmio precisa resolver para recuperar estabilidade: não basta vender jogadores ou receber premiações se boa parte desses recursos já estiver comprometida com dívidas anteriores.
A negociação de Viery, por exemplo, representa uma entrada expressiva de dinheiro. Mas uma eventual penhora sobre esses valores reduz o impacto que a transferência pode ter no caixa gremista.
Por isso, mais do que simplesmente buscar novas receitas, o Grêmio precisa organizar suas obrigações e negociar seus débitos de maneira sustentável.
A possibilidade de um acordo com Bertolucci seria positiva para o clube, principalmente se permitir previsibilidade financeira e evitar que novas receitas sejam bloqueadas pela Justiça.
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