Willian deixa o Grêmio com rescisão milionária; veja quanto o clube gastou por partida

A passagem do veterano Willian pela Arena chegou oficialmente ao fim. O meia-atacante de 38 anos acertou uma rescisão de contrato amigável com a diretoria do Grêmio e não veste mais a camisa tricolor. O adeus do atleta expõe números pesados nos cofres do clube: cada uma das 28 partidas disputadas pelo ex-jogador da Seleção Brasileira custou, em média, R$ 1,5 milhão.

Anunciado em setembro de 2025 ainda sob o comando da antiga gestão, Willian tinha contrato assinado até o encerramento da temporada de 2026. O acordo financeiro global da sua contratação englobava cerca de R$ 42 milhões entre salários e luvas diluídas.

Acordo de parcelamento e raio-x dentro de campo

Diante da nova política de austeridade e readequação da folha salarial implementada no CT Luiz Carvalho, os valores de manutenção do atleta se tornaram insustentáveis para o orçamento atual. Ficou acordado que o montante devido na rescisão será quitado pelo Grêmio em 20 parcelas fixas, estendendo os pagamentos até abril de 2028.

Apesar do bom ambiente de vestiário e do empenho demonstrado nos treinos com o técnico Luís Castro, o retorno esportivo em números ficou bem abaixo do investimento:

  • Temporada 2025: 6 jogos, 1 gol e 2 assistências.
  • Temporada 2026: 22 jogos, 1 gol e 3 assistências.
  • Total: 28 partidas disputadas, 2 gols marcados e 5 assistências distribuídas.

Mercado internacional no horizonte

Mesmo atrapalhado por uma lesão no tornozelo durante sua trajetória em Porto Alegre, Willian exerceu papel de liderança interna no ano passado, ajudando o grupo na reta final do Brasileirão.

Livre no mercado aos 38 anos e com currículo pesado acumulado por Chelsea, Arsenal e duas Copas do Mundo no histórico, os representantes do meio-campista já trabalham para acertar sua ida para o futebol do exterior na sequência da carreira.

Opinião Copera

A saída do Willian escancara mais um erro crasso de avaliação e planejamento do passado recente do Grêmio. Gastar mais de 40 milhões de reais em um jogador em fim de carreira para ele entregar apenas dois gols e custar 1,5 milhão por partida é um verdadeiro absurdo financeiro que o clube vai carregar nas contas até 2028.

Ninguém nega a história vitoriosa que ele construiu na Europa e na Seleção Brasileira, mas futebol se joga no presente e com intensidade. Pelo menos a diretoria atual teve a coragem de estancar a sangria, sentar com o atleta e parcelar a saída antes que o prejuízo ficasse ainda maior. Fica a lição definitiva: nome de peso não ganha jogo sozinho e folha salarial inchada com veterano sem intensidade não traz retorno na Arena.

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