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Choque cultural desfeito: Lembra quando reunião às pressas selou a paz no Grêmio?
No resgate de memórias marcantes dos bastidores do Velho Casarão, relembramos o clima de desconfiança que agitou o ambiente do Grêmio no antigo Estádio Olímpico. Após uma sequência de polêmicas e trocas públicas de farpas que movimentaram o noticiário esportivo da época, as duas peças centrais do desentendimento se reuniram a portas fechadas para pedir desculpas mútuas e alinhar o planejamento.
Na oportunidade, o então diretor-executivo Paulo Pelaipe tratou de dar o episódio como completamente superado internamente. Embora o dirigente ressaltasse na época que não existiam garantias absolutas contra novos problemas futuros, a comissão técnica confirmou que o atacante estrangeiro seguiria integralmente nos planos táticos do Tricolor para a montagem do elenco da temporada seguinte.
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• Fim do atrito: Comandante e atacante apararam as arestas após série de desentendimentos nos treinos.
• Diferença de ritmo: O estranhamento inicial surgiu devido à intensidade cobrada pela preparação física brasileira.
• Ambiente blindado: Atleta mantinha excelente relação com o elenco, liderando a ala dos gringos.
• Mercado negado: Direção rechaçou boatos de que o jogador seria envolvido em troca por astro do Palmeiras.
Diferença na metodologia de trabalho causou estranhamento inicial
As razões daquele desgaste passaram longe de uma indisciplina grave ou briga pesada, resumindo-se a um legítimo choque cultural. Vindo do futebol chileno, onde defendia o Colo-Colo, o argentino Ezequiel Miralles sentiu o forte impacto da transição para os gramados brasileiros. A intensidade exigida no dia a dia pelo técnico Celso Roth e pelo preparador físico Paulo Paixão gerou um descompasso de expectativas.
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Sob o lema de que “treino é jogo”, a comissão técnica cobrava uma entrega que o gringo demorou a assimilar no início. Superado o período de adaptação, o atacante conseguiu recuperar o prestígio. No vestiário, inclusive, Miralles sempre foi muito querido pelos companheiros, sendo peça fundamental para ambientar o compatriota Damián Escudero e mantendo forte amizade com nomes como Mário Fernandes, Fábio Rochemback e Saimon.
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Boatos de troca por Kleber Gladiador e suposto isolamento foram descartados
A calmaria no ambiente também serviu para sepultar as especulações da imprensa daquele período. Rumores apontavam que Miralles estaria sendo colocado na mesa de negociações com o Palmeiras para selar a vinda de Kleber Gladiador ao Grêmio. Pelaipe, nos bastidores, confirmou o interesse no atacante palmeirense, mas garantiu que o nome do argentino nunca esteve envolvido — o plano de saída mirava atletas com salários inflacionados na reserva, como o lateral Gabriel.
Por fim, a ausência do gringo em um dos trabalhos táticos com bola havia acendido o alerta da torcida sobre um suposto “isolamento” promovido por Roth. A apuração real de bastidor indicou que a situação foi bem diferente: Miralles apenas realizava um cronograma físico especial com Paulo Paixão. Com as arestas aparadas e a paz restabelecida, o caminho do atacante foi livre para buscar seu espaço no ataque tricolor.
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